Postado em: 15/09/2017 08:32:59

Post by: Jeferson Luiz

Chefe da “Carne Fraca” fecha acordo de delação

Na delação, Gonçalves citaria como participantes do esquema deputados federais do PMDB do Paraná, como Osmar Serraglio e Sérgio Souza.

O ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), se comprometendo a esclarecer detalhes sobre o esquema de cobrança de propina e fraude na fiscalização de frigoríficos, investigada pela operação “Carne Fraca”. Na delação, Gonçalves citaria como participantes do esquema deputados federais do PMDB do Paraná, como Osmar Serraglio e Sérgio Souza, além de João Arruda Sobrinho e Hermes “Frangão” Parcianello.

Serraglio foi flagrado em conversa telefônica gravada com o ex-superintendente pela Polícia Federal, Serraglio aparece chamando-o de “grande chefe”. Além disso, os quatro parlamentares intervieram perante o Ministério da Agricultura para que Gonçalves fosse mantido no cargo apesar de suspeitas de corrupção e teriam recebido recursos do esquema, segundo o delator. Os quatro deputados negam participação no caso.

Em abril de 2015, os quatro encaminharam documento à então ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB/TO) para que ele fosse nomeado. Em nota divulgada ontem, Serraglio voltou a negar envolvimento com o caso. “Desafio a que alguém indique qualquer caso de qualquer produto de frigorífico em que eu tenha interferido”. Segundo o peemedebista “a grande comprometida na ‘Carne Fraca’ é a JBS”.

Serraglio alega ainda que em 26 de setembro de 2014 pediu à Procuradoria Geral da República, abertura de inquérito para investigar a JBS por seu uso indevido de recursos do BNDES e do Banco do Brasil em negócio com um frigorífico do Paraná. “Desde aquela época tenho sido objeto de perseguição política por aquele grupo, sobremodo pelo industrial estelionatário de Maringá, Sr. Reinaldo Gomes de Moraes, unido à JBS naquele grande golpe contra os recursos públicos”, afirma.

Dinheiro - Em relação a Sérgio Souza, também há gravação registrada pela PF de conversa telefônica de abril 2016 o então superintendente regional do Paraná lotado na Vigilância Agropecuária do Porto de Paranaguá (PR), Gil Bueno de Magalhães, com um representante da Cooperativa Agroindustrial Castrolanda, em Castro (Campos Gerais) de nome Francisco. Na conversa, Magalhães comenta que Souza estaria “ele recebeu muito dinheiro” de Gonçalves, então afastado do cargo por conta de um processo administrativo. Além disso, Souza aparece em outra gravação em uma conversa com um advogado sobre as possibilidades jurídicas para reverter o afastamento de Gonçalves Filho do cargo.

Também em nota, Souza negou envolvimento no esquema. Ele alega que a indicação de Gonçalves para o caro “partiu de toda a bancada do PMDB no Estado”. E que ele já havia afirmado que a menção a seu nome “se deu a título de especulação dos interlocutores”. O deputado afirma que pediu à Justiça Federal, acesso aos autos que vinculem seu nome na operação. “A interpelação objetivou esclarecer a falsa imputação através de veiculação na imprensa de notícia genérica afirmando que ‘peemedebista recebeu muito dinheiro’ de fiscal corrupto”.

Fonte: Bem Paraná

TÓPICOS: Carne Fraca