Postado em: 11/05/2017 08:22:27

Post by: Jeferson Luiz

“Estou vivo e sou candidato a presidente”, avisa Lula

O ex-presidente voltou a negar que seja proprietário oculto do apartamento tríplex, em Guarujá (litoral de São Paulo), construído pela empreiteira OAS.

Em rápido discurso ontem na praça Santos Andrade, centro de Curitiba, após depor por cinco horas ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem que está vivo e se preparando para disputar novamente a Presidência nas eleições de 2018. A uma plateia estimada em 50 mil pessoas, segundo os organizadores, e 5 mil segundo a Polícia Militar, Lula alegou estar sendo “massacrado”, e que virá a Curitiba para depor a Moro “quantas vezes for necessário”. 

“Eu estou vivo e estou me preparando para voltar a ser candidato a presidente desse País. Eu nunca tive tanta vontade como eu tenho agora”, garantiu o petista. “Tenho vontade de fazer mais e provar que se a elite brasileira não tem competência para fazer melhor por esse País, um operário tem”, disse Lula. “Eu não quero ser julgado apenas pela Justiça. Eu quero ser julgado pelo povo brasileiro”, alegou.

O ex-presidente voltou a negar que seja proprietário oculto do apartamento tríplex, em Guarujá (litoral de São Paulo), construído pela empreiteira OAS. E que seus acusadores, depois de dois anos de investigação, não conseguiram apresentar nenhuma prova contra ele. “Hoje eu pensei que os meus acusadores iam mostrar uma escritura, um documento, um pagamento, alguma coisa que eu fiz para ter o apartamento que eles dizem que é meu. Esperava que depois de dois anos de massacre eu chegasse lá e tivesse um documento: o Lula comprou o apartamento. Nada”, criticou.

Antes de Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também discursou e defendeu o antecessor. “Eles deram o golpe porque por quatro vezes perderam as eleições e perceberam que para fazerem o que estão fazendo, tinham que dar um golpe”, afirmou Dilma. “Eles querem inviabilizar por meios que nós sabemos que são absurdos, injustos e de perseguição, inviabilizar as condições de cidadania para que o nosso querido ex-presidente Lula mais uma vez se coloque para ser aceito ou não, votado ou não pelo povo brasileiro”, acusou ela.

Dilma também criticou as reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo de seu sucessor, Michel Temer (PMDB/SP) e em discussão no Congresso.

Fonte: Bem Paraná

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